A ex-siter revelou nas redes sociais que passou pela menopausa durante o confinamento no reality e atribuiu parte do comportamento que resultou em sua expulsão do reality às fortes alterações hormonais.

A atriz também contou que não fazia acompanhamento médico adequado antes de entrar no programa.

Os sintomas da menopausa

Segundo a ginecologista Fernanda Torras, embora os fogachos e os suores noturnos estejam entre os sintomas mais conhecidos, a menopausa pode provocar uma série de alterações capazes de afetar diretamente a qualidade de vida.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

“A mulher pode apresentar insônia, irritabilidade, ansiedade, alterações de humor, dificuldade de concentração e memória, queda da libido, ressecamento vaginal, dor na relação e mudanças no padrão menstrual”, explica a especialista.

Fernanda ressalta que a intensidade dos sintomas varia bastante. Enquanto algumas mulheres atravessam a menopausa sem grandes incômodos, outras podem ter a rotina significativamente afetada.

Essa diferença está relacionada não apenas às oscilações hormonais, mas também à sensibilidade individual e a fatores como qualidade do sono, estresse, estilo de vida e histórico de saúde. Quadros prévios de ansiedade e depressão também podem influenciar a forma como cada mulher vivencia essa fase.

Impactos emocionais

Em situações de confinamento, por exemplo, a combinação de estresse, alteração da rotina e noites mal dormidas pode tornar os sintomas mais perceptíveis.

“A mulher tem um fogacho durante a madrugada, acorda, dorme mal e, no dia seguinte, está mais cansada, irritada, ansiosa e com menor capacidade de concentração. Se você acrescenta estresse intenso, privação de sono, mudança de rotina e convivência sob pressão, alguns sintomas podem ficar ainda mais perceptíveis”, afirma.

A especialista explica ainda que alterações emocionais durante a menopausa podem ser confundidas com quadros de ansiedade ou depressão. Por isso, a avaliação médica é importante para identificar a origem dos sintomas. Irritabilidade, ansiedade e labilidade de humor podem acompanhar a transição hormonal, especialmente quando surgem associadas a fogachos e alterações no sono.

“Na depressão, por exemplo, é mais comum encontrar sintomas mais persistentes, como tristeza, perda de interesse ou prazer, falta de energia e comprometimento da rotina. Na ansiedade, a preocupação excessiva e persistente também pode interferir no trabalho e nas relações”, diferencia Fernanda.

Quando buscar ajuda

Outro ponto destacado pela ginecologista é que o acompanhamento não deve começar apenas quando a menstruação deixa de acontecer. A chamada perimenopausa pode apresentar sinais anos antes da menopausa propriamente dita.

“O ideal é procurar ajuda já nos primeiros sinais e não esperar a menstruação cessar, porque muitos dos sintomas começam anos antes, na fase que chamamos de perimenopausa”, orienta.

O tratamento depende da avaliação individual de cada paciente. Mudanças no estilo de vida, com atenção ao sono, à alimentação, à prática de exercícios físicos e ao controle do estresse, podem fazer parte do cuidado. Quando indicada, a terapia hormonal também pode ser uma alternativa para o controle dos sintomas.

“Há ainda opções não hormonais para mulheres que não podem ou não desejam utilizar hormônios, além de tratamentos específicos para ressecamento vaginal e sintomas urinários, como tecnologias como laser íntimo e radiofrequência, que também podem ser consideradas”, explica a ginecologista.

A escolha da estratégia, segundo ela, deve levar em conta os sintomas, o histórico e as necessidades de cada paciente.

FONTE/CRÉDITOS: Fábia Oliveira