Candidato a vice na chapa do presidenciável Romeu Zema (Novo), o senador licenciado Eduardo Girão (Novo) afirmou ao O Estado nesta terça-feira (11) que espera “que o Novo tenha candidato a governador do Ceará também”.

- Publicidade -

A declaração ocorreu após o candidato ser questionado sobre se estaria havendo algum diálogo entre seu partido e a coligação de Ciro Gomes (PSDB) para negociar apoio ao tucano, que concorre ao Palácio da Abolição, ainda no primeiro turno.

Publicidade
Publicidade

Leia Também:

“Olha, o Novo é diferente de outros partidos. A instituição não tem caciques que definem tudo como em outras agremiações. É o colegiado que resolve. Eu espero que o Novo tenha candidato a governador do Ceará também, acredito e torço para que isso ocorra conforme o combinado, mas é o diretório estadual que se reunirá e definirá. Confio no grupo que está aí, muitos deles antes de minha entrada no próprio Partido em 2023”, argumentou Girão.

Nesta terça, o agora ex-candidato Pedro Brito (Novo), que havia entrado na corrida eleitoral em substituição ao parlamentar que está em campanha nacional, decidiu pela retirada de sua candidatura.

Procurado pelo O Estado pela manhã, o presidente estadual da legenda, Erick Paiva, se limitou a dizer que Pedro “já não é mais candidato” e que a Executiva Nacional estava em diálogo com a estadual sobre o destino da sigla neste pleito.

Novo é oposição
Erick Paiva foi procurado pela reportagem em torno das 16h30, mas até o fechamento deste conteúdo não havia apontado se houve definição. O Novo é oposição ao governador Elmano de Freitas (PT) e, segundo Girão em entrevista ao O Estado no mês passado, se recusou a compor uma aliança com o candidato Ciro Gomes (PSDB).

O presidente estadual da Federação União Progressista (Federação UPB), Capitão Wagner (União Brasil – UB), foi questionado sobre se estaria existindo negociação para uma aproximação da coligação de Ciro com o Novo.

Segundo o candidato ao Senado, no entanto, não há diálogos nesse sentido. A legislação eleitoral coloca a renúncia à candidatura como uma das hipóteses para substituição de nomes após a convenção eleitoral, que se encerra no dia 5 de agosto. A data é o prazo convencional para que os nomes dos candidatos sejam oficializados à Justiça Eleitoral.

Via de regra, só as vagas remanescentes podem ser preenchidas depois. Assim, o Novo terá até o dia 20 deste mês para apresentar outro nome ao Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) se assim a legenda desejar. Girão comentou na mensagem a este jornal que tem focado na campanha do Novo ao Palácio do Planalto.

“Estou em uma missão nacional na candidatura a vice-Presidência da República. Estive em SP domingo e ontem, Brasília hoje e já estou viajando pelo Norte […] Nos próximos 50 dias, por todo o território nacional”.

FONTE/CRÉDITOS: Por Kelly Hekally