Jericoacoara não tem asfalto. As ruas são de areia batida, o centro fica dentro do Parque Nacional de Jericoacoara e a vila inteira cabe num punhado de quarteirões entre o mar e as dunas. Até os anos 1980 era um vilarejo de pescadores quase isolado, sem energia elétrica, que chegava por trilha. Hoje vira capa de revista de viagem, mas continua sem prédio alto, sem rua iluminada por poste convencional e com aquele jeito de fim de mundo que faz a fama.

Pertence ao município de Jijoca de Jericoacoara, no extremo oeste do litoral cearense, a cerca de 300 km de Fortaleza. O trecho final da viagem é o que assusta e encanta: depois de Jijoca, são uns 22 km de areia que só dá pra fazer em 4x4 ou jardineira. Muita gente deixa o carro num estacionamento em Jijoca e pega o transporte local. Esse 'pedágio de areia' é parte do charme — filtra o fluxo e mantém a vila do jeito que ela é.

O clima é quente o ano todo, com sol quase garantido no segundo semestre e ventos fortes que fazem de 'Jeri' um dos points de kitesurf mais procurados do mundo entre julho e dezembro. A chuva se concentra de fevereiro a maio. Quem vai busca três coisas: as lagoas de água doce cor de piscina, as dunas e o ritual do pôr do sol — todo fim de tarde, a vila inteira sobe a Duna do Pôr do Sol pra aplaudir o sol sumindo no mar.

FONTE/CRÉDITOS: Revisado por Myllena Vieira · Editora