Salvador foi a primeira capital do Brasil, de 1549 a 1763, e ainda carrega isso em cada esquina. A cidade nasceu no alto de uma escarpa de quase 70 metros sobre a Baía de Todos-os-Santos, o que partiu a vida urbana em dois andares: a Cidade Alta, onde ficavam o poder e as igrejas, e a Cidade Baixa, do porto e do comércio. Para vencer esse desnível sem subir ladeira, os baianos construíram o Elevador Lacerda, que desde 1873 liga os dois níveis e virou cartão-postal. O Pelourinho, no coração da Cidade Alta, é Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1985, com o maior conjunto de arquitetura colonial e barroca da América Latina.

É a cidade mais negra fora da África, e isso não é figura de linguagem: a herança afro-brasileira está no acarajé vendido pelas baianas de tabuleiro, no candomblé, na capoeira que roda nas praças e no axé que tomou conta do Carnaval. O Carnaval de Salvador, puxado pelos trios elétricos, é tido como a maior festa de rua do planeta e acontece em três circuitos pela cidade. Fora da folia, o calendário é cheio: a Lavagem do Bonfim, em janeiro, leva multidões de branco até a igreja no Itapagipe, e a festa de Iemanjá, em 2 de fevereiro no Rio Vermelho, enche o mar de flores e presentes.

Para o viajante, Salvador é cidade de tirar o pé do acelerador. A Praia do Porto da Barra, emoldurada pelo Forte de Santa Maria, é considerada uma das melhores praias urbanas do mundo para ver o pôr do sol, com águas calmas porque fica dentro da baía. O Farol da Barra, no extremo da península, marca a entrada da Baía de Todos-os-Santos e abriga um museu náutico. Da capital saem as barcas para a Ilha de Itaparica, a maior ilha marítima do Brasil, e para o arquipélago da baía. O clima quente o ano inteiro, com média acima de 26°C, faz de qualquer mês uma boa época, mas o trimestre mais seco vai de outubro a dezembro.

FONTE/CRÉDITOS: visado por Myllena Vieira · Editora